Psicologia das Cores e Formas na Sinalização: Como Guiar o Cliente sem Dizer uma Palavra
Você já entrou em um lugar e, sem olhar para nenhuma placa de “entrada” ou “saída”, soube exatamente para onde ir? Isso não é coincidência; é design de sinalização aliado à psicologia cognitiva. No varejo ou em ambientes corporativos, a sinalização é a “voz silenciosa” que guia a experiência do usuário (UX física), reduz o estresse e aumenta a percepção de profissionalismo.
1. A Ciência por trás do Caminho:
- Cores como Gatilhos Biológicos: O uso do vermelho para alertas e interrupções ou do verde e azul para fluxos contínuos e bem-estar não é apenas estética. São códigos que nosso cérebro processa antes mesmo de lermos as palavras.
- Formas e Hierarquia Visual: Setas arredondadas transmitem acolhimento e fluidez; formas angulares transmitem autoridade e urgência. A forma como a informação é disposta na placa determina o que o olho lê primeiro.
- Contraste e Legibilidade: Na sinalização, a beleza nunca deve sacrificar a função. O uso correto do contraste (claro sobre escuro ou vice-versa) é vital para que a mensagem seja absorvida em segundos, especialmente em ambientes de grande circulação.
- Sinalização como Extensão do Branding: Uma placa de sinalização é um ponto de contato da marca. Se o seu manual de marca ignora como a logo deve aparecer no aço, no acrílico ou no vidro, há um gap na sua estratégia de branding.
2. Dicas Práticas da Buffo:
- Menos é Mais: Não sobrecarregue o ambiente com excesso de informações. A sinalização deve ser intuitiva.
- Iluminação importa: Cores mudam conforme a luz do ambiente. Teste seus materiais no local onde serão instalados.
- Pense na Acessibilidade: Use fontes com boa leitura e considere a altura de instalação para que todos possam visualizar.
Referências Bibliográficas
- GIBSON, David. The Wayfinding Handbook: Information Design for Real Shops. Princeton Architectural Press.
- LIDWELL, William. Princípios Universais do Design. Editora Bookman.


